Jornalismo podre

Esta reportagem está na capa do ClickRBS catarinense hoje. Pra quem não vai ler, segue um resumo: Juliana, 31 anos, uma trabalhadora brasileira, ao tentar solicitar seu seguro desemprego “descobriu que é considerada uma pessoa morta pelos documentos do Ministério do Trabalho”, segundo conta o primeiro parágrafo da reportagem.

A reportagem continua com uma declaração de Juliana: “— Não é possível! Quando soube disso fiquei apavorada. Ou sou vítima de um golpe ou há algum erro”.

Ok, eu concordo com o fato de que houve um erro. Porém, a reportagem continua, e próximo ao fim podemos ler: “Juliana já sabia que tinha problemas na sua documentação. Há quatro anos, ao sacar o FGTS, descobriu que no cadastro já aparecia que ela estaria morta.”

COMO É QUE É?!?

Num parágrafo ela diz que está surpresa e é vítima de golpe, no outro eles afirmam que Juliana já conhece a situação há quatro anos!

Ah, o cheiro podre da mídia sensacionalista e parcial.

Enviei o comentário abaixo lá no site, mas provavelmente não será aceito, então segue para vocês:

“Ela sabia do problema há 4 anos e agora se sente vítima!? Sinto muito, Juliana, mas grande parte da culpa é sua.  E você, Marco, não sei como ainda pode dar crédito a reportagem tão contradizente como esta.”

UPDATE: A RBS gostou tanto da matéria que apresentaram hoje no Jornal do Almoço. Está dura a disputa de IBOPE com o Hélio Costa…

UPDATE 2: Meu comentário foi publicado, junto com o de outras 3 pessoas. Metade a favor, metade contra. Pelo menos são democráticos.

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